Há mais de um ano que os enfermeiros lutam contra a divisão da carreira e o novo sistema de avaliação, e, greve a greve, manifestação a manifestação, a adesão destes trabalhadores da saúde vem sendo cada vez maior.
Depois da primeira manifestação, em Outubro de 2008, com cerca de dois mil enfermeiros, das greves com mais de 80% de adesão em Fevereiro, Abril e Maio de 2009, os enfermeiros mostraram ao longo destes últimos três dias de greve que não vão baixar os braços contra os ataques do governo.
Durante estes três dias a greve teve uma adesão superior a 85% em hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar, chegando aos 100% de adesão em cerca de 23 hospitais, entre os quais São José, Covilhã, Leiria, IPO de Coimbra e Porto, e as maternidades Júlio Dinis (Porto), Daniel Matos e Bissaya (...)
O terramoto que sacudiu o Haiti no dia 12 Janeiro passado golpeou fortemente o país mais pobre da América Latina. As imagens da catástrofe e do sofrimento do povo haitiano impressionam e geram de forma espontânea, nos trabalhadores e povos de todo mundo, a vontade solidária de ajudar. É um sentimento muito justo que a moral egoísta do «salve-se quem puder» que adopta o capitalismo não conseguiu destruir.
Por isso, a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI) lançou uma campanha de solidariedade independente dos governos e da ONU, com um claro conteúdo de classe, operária e popular. Em primeiro lugar, pelas organizações que a impulsionam e organizam nos seus respectivos países. Nesse sentido, já começou, a exemplo do Brasil, onde a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas - (...)
O Bloco de Esquerda acabou por definir o seu apoio a Manuel Alegre, em vez de procurar uma candidatura fora da área governamental, como propôs a corrente Ruptura/FER.
O segundo governo Sócrates iniciou-se num contexto bastante diferente do primeiro. A crise económica não dá mostras de abrandar, pelo contrário, há sinais de que pode agravar-se ainda mais; a maioria da população não tem ilusões neste governo, pelo contrário, e demonstrou-o ao retirar-lhe a maioria absoluta e depositar mais de 18% dos votos nos partidos à sua esquerda, como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português; o desgaste deste governo tenderá a aumentar porque este não tem capacidade económica e vontade política de fazer concessões à maioria da população, pelo contrário, já projecta novos ataques à classe trabalhadora e ao (...)
O acordo assinado no passado dia 7 de Janeiro entre as principais direcções sindicais docentes (FENPROF/CGTP, FNE/UGT) e a ministra da Educação, Isabel Alçada, do governo PS, apesar de ser elogiado e apoiado pela quase totalidade das forças políticas e personalidades de esquerda e direita, deve ser claramente repudiado não só pelos professores e respectivos activistas sindicais – assim como de outros sectores dos trabalhadores – e, ainda, analisado como um importante acontecimento da actual situação política. Este foi um acordo que salvou o essencial da política governamental e mais uma vez ao arrepio da democracia de base.
Uma história de luta e conciliação
A luta unida da classe docente marcou nos últimos anos, de forma decisiva, a resistência do conjunto da classe trabalhadora portuguesa e, em (...)
Reproduzimos a declaração sobre os ataques racistas ocorridos este mês em Rosarno, na Calábria, Sul da Itália, assinada por partidos da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI):
“Em Rosarno, na Calábria, uma região do Sul da Itália, trabalhadores imigrantes foram atacados barbaramente por grupos racistas, que utilizaram cacetes e dispararam, ferindo gravemente um imigrante, e pelas forças armadas da ordem burguesa. Em resposta a essa agressão, os imigrantes organizaram – como já tinha ocorrido em outra região, Castelvolturno, há um ano – a sua autodefesa e protagonizaram uma revolta contra os agressores e os seus exploradores.
São imigrantes que trabalham na agricultura sazonal, sem qualquer direito e sem autorização de residência. Arriscam-se à expulsão, são chantageados (...)
Reproduzimos a declaração do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), do Brasil, sobre a tragédia no Haiti. Nesta, além de solidarizar-se com o povo haitiano, exige do governo brasileiro a retirada das tropas de ocupação e a utilização do dinheiro que seria gasto com elas em uma verdadeira ajuda humanitária.
"Uma tragédia abalou profundamente o Haiti. O pior terramoto na história haitiana teve seu epicentro junto à capital do país, destruindo dois terços de Porto Príncipe. As primeiras estimativas falam em cem mil mortes. As cenas que começam a ser divulgadas dão conta de uma situação terrível, com mortos nas ruas e feridos sob os escombros sem atendimento.
Não há como não se emocionar com a situação haitiana. O povo negro do país mais pobre do continente enfrenta mais uma tragédia brutal. (...)
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Com o Orçamento de Estado para 2010, o segundo governo PS/Sócrates diz claramente ao que vem: fazer os trabalhadores pagarem os custos da crise capitalista e reduzir a despesa pública à custa de diminuir os salários e o emprego na Administração Pública, de continuar a cortar nos serviços públicos e dar (...)
Uma catástrofe natural de proporções gigantescas...
No dia 12 de Janeiro, um violento terramoto atingiu o Haiti. O abalo sísmico teve o seu centro a poucos quilómetros da capital haitiana, Porto Príncipe, onde vive um quarto da população do país, provocando uma terrível catástrofe.
Quando escrevemos (...)