Entrevista a João Teixeira Lopes, sociólogo e deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo distrito do Porto, sobre a pobreza em Portugal. Ele comenta as conclusões de um estudo sobre a pobreza no Porto, onde calcula-se que existam cerca de 500 mil pobres, o que corresponde a 30% da população, e avança propostas para combatê-la em todo o País, como aumentos salariais, combate à precariedade e renacionalizações de empresas estratégicas, como a Galp. «A GALP é estratégica e deveria estar nas mãos do Estado, apesar de este ter uma golden share, que serve mais para aumentar os lucros de Américo Amorim que outra coisa», disse Teixeira Lopes. Para o deputado, o Estado tem transferido para instituições particulares funções que deveriam ser suas, como assegurar creches, jardins-de-infância, lares de idosos, etc. (...)
A vitória do senador Barack Obama nas eleições internas do Partido Democrata é um facto inédito na história do EUA: pela primeira vez, terá um candidato negro nas eleições presidenciais, representando um dos dois grandes partidos. Mais ainda, as pesquisas indicam que tem muitas possibilidades de derrotar a seu oponente republicano, John McCain.
O fato de que um jovem político negro, filho de um imigrante africano muçulmano, possa se transformar no primeiro presidente negro do país era algo absolutamente impensado anos atrás e só poderia conceber-se em alguma série de TV, como a 24 horas. É lógico, então, que gere um grande impacto no EUA e em todo mundo. Além da enorme confusão que lança – como veremos nesta edição do Correio Internacional – entre algumas correntes de esquerda.
Trata-se de uma mudança (...)
Declaração da LIT(Quarta Internacional) sobre a directiva da semana de trabalho até às 65 horas: A União Europeia deixa cair a máscara do “modelo social europeu” e pretende impor aos trabalhadores um retrocesso histórico. A directiva foi aprovada sem nenhum voto contra dos Ministros do Trabalho e está agora a ser discutida no Parlamento Europeu. A explicação que nos estão a dar, tal como fizeram com a Directiva de Retorno (a directiva da vergonha), é que é uma directiva que garante um tecto para as horas de trabalho. O problema é que o tecto que nos impõem leva-nos directamente ao século XIX, com jornadas trabalho de 10 a 12 horas por dia e 6 dias de trabalho por semana.
Como consequência da forte luta operária pelas 8 horas de trabalho e no calor da onda de grandes mobilizações produzida pela (...)
O referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa, que resultou numa clara vitória do Não, causou uma grande agitação entre os círculos governamentais dos países da União Europeia, bem como da própria Comissão Europeia, presidida por Durão Barroso.
Não faltaram as habituais invectivas e proclamações sobre a “ingratidão” dos irlandeses, sobre a “contaminação” dos resultados do referendo por questões de política interna, sobre a necessidade de continuar o processo de ratificação nos restantes países, sobre o facto de a vontade dos irlandeses não se poder sobrepor à dos restantes países (cujas populações não foram sequer consultadas) e sobre a eventual convocação de um segundo referendo na Irlanda. O que este arremedo de palavras traduz é acima de tudo uma enorme falta de respeito pela vontade expressa pelos eleitores (...)
Terminada a paralisação dos camionistas, duas perguntas se colocam para a esquerda e as organizações dos trabalhadores: estiveram à altura dos acontecimentos, apresentaram alternativas correctas, deram os apoios merecidos? A resposta é, infelizmente, não. Esperaram quase que passivamente que o primeiro-ministro negociasse um acordo com os líderes do protesto – acordo este, aliás, que não atende aos interesses da maioria dos que puxaram e mantiveram a paralisação, os pequenos e médios empresários do sector, e também camionistas assalariados –, sem nunca ter dado o seu apoio ao movimento. Pelo contrário, a CGTP, através do seu secretário-geral, declarou-se taxativamente contra a paralisação, classificando-a de lock-out, o que de facto ela não foi, por não ter o apoio da mais importante entidade patronal do (...)
A paralisação dos camionistas portugueses iniciada na segunda-feira, dia 9 de Junho, deve ser apoiada pelos trabalhadores e pela esquerda porque é justa e vai contra o governo Sócrates e as suas políticas de descarregar nas costas dos trabalhadores, dos pobres e dos pequenos empresários o custo da crise económica. A paralisação é justa porque insurge-se contra o aumento especulativo do preço dos combustíveis, em particular do gasóleo, que subiu em média 17,27% de Janeiro a Maio, enquanto a inflação prevista pelo governo para 2008 – e que serviu de referência para os aumentos salariais – foi de apenas 2,1%.
O aumento do preço dos combustíveis prejudica a grande maioria da população porque provoca o aumento do preço dos alimentos e dos transportes e, no caso de alguns sectores económicos, como a pesca e o (...)
pUbLiCaÇõEs
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› Ruptura 94
O povo está farto deste governo PS e das suas políticas liberais ainda mais agressivas do que as dos anteriores governos de direita. Já não são só os muitos milhares de trabalhadores que se manifestam, os 100 mil professores ou as manifs de 150.000 da CGTP, também alguns sectores de actividade, como (...)
A vitória do senador Barack Obama nas eleições internas do Partido Democrata é um facto inédito na história do EUA: pela primeira vez, terá um candidato negro nas eleições presidenciais, representando um dos dois grandes partidos. Mais ainda, as pesquisas indicam que tem muitas possibilidades de (...)